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Malha une Jovens e Idosos em torno do Esporte...

06-04-2013 00:49

 

Malha une jovens e idosos em torno do esporte

  
São Caetano é a maior favorita ao título da modalidade.
 
Publicado em 08/10/2009 11:35 
Malha une jovens e idosos em torno do esporte

Time de São Caetano venceu por 160 a 0 nesta quinta-feira (8). Foto: Gustavo Gravena/RROnline

HENRIQUE MUNHOS
da Redação

Apesar de pouco conhecida, a malha é uma das modalidades na 73ª edição dos Jogos Abertos do Interior. O esporte permite disputas entre jovens e idosos na busca de medalhas. O jogo consiste em jogar um disco, que pesa de 650 a 800 gramas, e acertá-lo contra um lápis. Cada arremesso certo conta quatro pontos. “A malha exige treinamento e muita concentração”, disse Fabio Martins, 26, atleta de São Caetano.

A cidade sede da competição é a maior favorita ao título. Os atletas são de diferentes cidades, e contam com o auxílio da prefeitura para disputar o torneio. Martins, que é motoboy de Taubaté, disse que está tudo pronto para a equipe conquistar a medalha de ouro. “Fizemos um piso leve, um campo do nosso jeito. Favorece a nossa técnica e ainda jogamos em casa”, afirmou o jogador. São Caetano venceu Ribeirão Preto por 160 a 0, nesta quinta-feira (8)

A maioria dos jogadores de malha é formada por idosos. Osvaldo Calderon, mais conhecido como Esquerdinha, 60, é um dos “atletas”. “Jogava futebol, mas aí a barriga foi crescendo, a idade foi chegando e comecei a jogar malha. Faz 10 anos que estou no esporte”, declarou o jogador que defende Santo André. Esquerdinha e seus amigos praticam a modalidade no clube Nacional, onde pagam para poder fazer o que gostam.

Esquerdinha começo a jogar malha há 10 anos. Foto: Gustavo Gravena/RROnlineSanto André levou o título nos últimos Jogos Regionais, realizado no próprio município. “Aquele campo favorecia a gente, pois era mais duro. Lá podia vir gente que recebe para jogar, vir moleque, que ninguém ganha da gente”, ressaltou Esquerdinha. Segundo o jogador, a malha é, principalmente, um esporte de paz. “Aqui ninguém briga, não é igual futebol. Todo mundo se conhece, isso que é legal”, afirmou.

Os jovens praticantes têm uma histórias familiares de relação com o esporte. É o caso de Martins. “Meu avô construiu um campo de malha em Taubaté, que depois meu pai tomou conta. Daí comecei a praticar esse esporte”, completou.

 

 

 
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